Lacan era um jovem médico psiquiatra quando começou a se interessar pela obra de Freud como fonte de entendimento para o que a psiquiatria não alcançava decifrar, tampouco ajudar a não ser via controle químico de sintomas. Mas quais eram as causas? O que, de fato, se passava na mente de seus pacientes mais graves? Como tratá-los de uma maneira definitva, sem ser somente via o desligamento de funções cerebrais que causavam os sintomas?

São estas as perguntas que Lacan se coloca. Faz, então, seu doutorado já na área da Psicanálise, trazendo contribuições originais à Psicanálise Freudiana, reafirmando sua relevância e efetividade clínica, contudo, desenvolvendo em ainda mais profundidade certos aspectos da dinâmica psíquica e do manejo clínico psicanalítico.

Por isso, diz-se que Lacan acabou por avançar a Psicanálise contemporânea, em um movimento de validação, continuidade e expansão das ideias de Freud, que era também médico, neurologista, às voltas com o que medicina não conseguia explicar, muito menos resolver a respeito das patologias do inconsciente e das emoções humanas.

Lacan entra para a história da Psicanálise, portanto, como um psicanalista freudiano que se debruçou de maneira original e extremamente perspicaz sobre aspectos psíquicos antes não explorados tanto no detalhe por Freud.

E é por este motivo que a clínica psicanalítica lacaniana se torna ainda mais potente que a clínica freudiana, devido à clareza lógica desenvolvida e agregada por Lacan ao sentido de diagnóstico e manejo clínico, principalmente de pacientes com casos mais complexos.

Com a evolução constante da tecnologia e da alta demanda dos mercados atualmente, vemos o ser humano cada vez mais sobrecaregado e sob pressão, o que obviamente aumenta seus níveis de sofrimento, ansiedade, além de exaustão fisica e mental.

Frente a isso, aumenta-se a oferta de pseudo soluções mágicas como novas opções de fuga e anestesiamento que, com o tempo e excesso, vão se tornando patológicas, causando isolamento, perda de conexão e interesse pelas relações e pelo mundo. Ocorre, então, um certo apagamento da cor na vida do sujeito, onde ele não mais consegue encontrar fontes de satisfação, nem ao menos a capacidade de desejar e de se motivar a viver. Vive-se uma vida vazia e triste.

E neste exato contexto histórico social emocional, a obra e o método clínico de Lacan não podem ser mais relevantes e necessários, devido a sua clareza lógica e efetividade ao ajudar pacientes a resolverem suas questões emocionais inconscientes de maneira mais rápida e duradoura, permitindo-os voltar a viver.

Não se pode jamais garantir um prazo de duração para tratamentos psicanalíticos, pois isto depende enormemente de cada paciente. Contudo, é possível uma pratica clínica mais lógica, clara e precisa por parte de um Psicanalista "Lacaniano".

E é isto que acontece na minha clínica. Após muito estudo e prática clínica pautada nos ensinamentos de Lacan, vejo e ouço o testemunho de todos meus pacientes a respeito de uma melhora já nas primeiras sessões. Melhora esta que se mantém, e só cresce ao longo do tratamento, até que o paciente se sente ótimo e concordamos na "alta".

Uma das rupturas que a Psicanálise Lacaniana tráz ao senso antigo de terapia é justamente o ponto de que ela não precisa durar para sempre. Não há necessidade de uma pessoa ficar anos e anos em análise ou terapia.

Cada caso é um caso, e cada um terá o seu tempo de desenvolvimento, porém existe uma prática clínica capaz de levar a resultados profundos e duradouras, sim, sem ter que se levar uma vida para isso. E isso é possível na clínica lacaniana.